Fechamento da balança comercial de resinas de 2025

Há algum tempo, a entrada de resinas e produtos plásticos finalizados importados vêm causando dor de cabeça nos players nacionais. Já falei sobre isso em algumas postagens anteriores e em minhas participações em eventos, de como o maior volume de importados afeta o mercado brasileiro e, principalmente, sua dinâmica de preços e de outras matérias primas, como recicladas.
Mas analisando o assunto por outra ótica, há um país que merece uma análise mais aprofundada, o Egito, que vem se destacando como fornecedor de resinas termoplásticas ao Brasil, de diversos tipos.
No caso do PP, o país apareceu como o quarto principal fornecedor em 2025, sendo responsável por 12% do total de importação. Em 2024, o Egito não aparecia nem entre os dez principais e possuía um share aproximado de apenas 1%. O preço é próximo ao das demais origens. A empresa Egyptian Propylene & Polypropylene (EPP), a maior empresa verticalizada em propeno e PP da região, está entre as principais responsáveis. Ainda há diversos traders atuando também.
Situação semelhante acontece nos polietilenos e no PVC, em ambas as resinas, o país também ganhou share em 2025. Até PS aumentou muito o volume.
No caso de produtos plásticos, o Egito ainda detém pouco share, menos de 1%, mas o volume em 2025 foi bem superior a 2024.
Há algumas questões técnicas, como qualidade inferior a outros players mais usuais (locais e internacionais), mas a realidade é que trata-se de um país com participação cada vez maior em nosso mercado.
O Egito e o Brasil já possuíam há algum tempo relação mais estreita devido a acordos de livre comércio e em setores como o agro, com algodão, essa dinâmica era conhecida. Mas vale uma atenção especial agora no plástico.
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