Coreia do Sul injeta US$ 1,39 bilhão na reestruturação petroquímica

27 de fevereiro de 2026
Coreia do Sul injeta US$ 1,39 bilhão na reestruturação petroquímica

A Coreia do Sul aprovou o primeiro projeto formal dentro do seu plano nacional de reestruturação do setor petroquímico, com um pacote superior a US$ 1,39 bilhão.

O movimento envolve a consolidação das operações da HD Hyundai Oilbank e da Lotte Chemical no complexo de Daesan, com aporte adicional de aproximadamente US$ 832 milhões na joint venture e a paralisação, por três anos, de um cracker de nafta com capacidade de 1,1 milhão de toneladas por ano.

A petroquímica coreana é essencialmente base nafta, assim como a brasileira — o que significa maior exposição à volatilidade do petróleo e desvantagem competitiva frente a produtores integrados a gás natural nos EUA e no Oriente Médio.

Diante da sobreoferta global e da pressão sobre margens, a Coreia optou por combinar consolidação empresarial, redução coordenada de capacidade e apoio financeiro direto do governo.

No Brasil, o debate passa por instrumentos como o PRESIQ (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química), que busca reduzir assimetrias competitivas e preservar a base industrial.

A mensagem internacional é clara: petroquímica é setor estratégico e intensivo em capital. Países que desejam manter relevância industrial estão agindo com política industrial ativa — não apenas esperando o ciclo virar.

https://share.google/mqLz1qEj4t2AQ1IWc

Compartilhar:

LinkedInWhatsApp

Artigos Relacionados